Todo dia ao ir e vir pelas ruas de nossa cidade, podemos observar vários anúncios, propagandas de lojas, produtos e serviços, das mais simples campanhas, a mais elaboradas e até com muita criatividade que de certa forma chamam nossas atenções (pelo menos chamam a minha).
Uma das coisas que mais me atraem nessas propagandas de rua é a criatividade e a utilização dos meios mais variados para se promover produtos e ideologias. Certa vez, ao voltar da faculdade, notei uma oficina de motocicletas, na qual havia o nome que dizia: “CIAMOTOCILETAS”, e do outro lado da rua havia também um muro com grafitagens que a maioria nunca dá a mínima atenção, pois nela havia uns desenhos e o nome do grafiteiro e também a frase: “Você tem medo da velhice?”, mais a frente havia mais uma frase do mesmo grafiteiro: “Observe o papel dos negros nas novelas”.Isso serve para expor um fato importante sobre as variações da língua e trazer uma questão importante sobre isso, será que as pessoas que falam “errado”(segundo alguns lingüistas)são aquelas que realmente tem menos instrução escolar?Ou vários desses erros que vemos cotidianamente são frutos de má formação de cada individuo frente aos fatores e compõe as variações da língua na região em que vive.
O pichador que cria arte geralmente é o menos favorecido financeiramente, é curioso ver que nesse caso uma pessoa assim não cometa erros de escrita,e ainda transmita um pensamento crítico desses, enquanto empresários e até publicitários cometem grandes absurdos que vemos em tantos pontos da cidade que têm como principal janela de divulgação de mídia muitos muros, postes e paredes de lojas.
Por Lincoln Adler

Lincoln, interessante é observar como esse preconceito é exercido quanto à classe e profiisão, e não quanto à linguagem em si.
ResponderExcluirGostei do seu texto, aponte mais exemplos interessantes de grafite, pois poucos valorizam tal arte popular/de massa.
Valeu Tatiana, esses dias andei pensando em mais exemplos e vi muitos mais pelas ruas.
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