quinta-feira, 27 de maio de 2010

Campanha Contra o Preconceito

Diga Não ao Preconceito Linguístico
























Campanha contra o preconceito limguístio que os nordestinos sofrem pela grande maioria da população do Sul e do Sudeste do país.

Na grande maioria dosveículos de comunicação os nordestinos sempre são motivo de piada e grande parte das vezes exercem funções muitas vezes que nem são notadas (nas novelas por exemplo, os poucos nordestinos que vemos são empregadas domésticas e motoristas) e sempre têm o sotaque bem carregado de termos regionais que fazem com que se tornem engraçados.


Veja só Para o Sul








Campanha baseada em tudo que a revista Veja publica sempre enaltecendo o Sul do país, e como grande parte dos veículos de comunicação, trata nós, os nordestinos como excluídos e burros de carga que só servem para trabalhar.

Como se os nordestinos não fossem capazes de compreender os fatos, e entender que esse tipo de atitude só deixa claro que eles só nos vêm como coitados e pobres e que mesmo assim querem que fiquemos no nosso lugar.








Por Carolina Sena

Variações Cotidianas

Todo dia ao ir e vir pelas ruas de nossa cidade, podemos observar vários anúncios, propagandas de lojas, produtos e serviços, das mais simples campanhas, a mais elaboradas e até com muita criatividade que de certa forma chamam nossas atenções (pelo menos chamam a minha).

Uma das coisas que mais me atraem nessas propagandas de rua é a criatividade e a utilização dos meios mais variados para se promover produtos e ideologias. Certa vez, ao voltar da faculdade, notei uma oficina de motocicletas, na qual havia o nome que dizia: “CIAMOTOCILETAS”, e do outro lado da rua havia também um muro com grafitagens que a maioria nunca dá a mínima atenção, pois nela havia uns desenhos e o nome do grafiteiro e também a frase: “Você tem medo da velhice?”, mais a frente havia mais uma frase do mesmo grafiteiro: “Observe o papel dos negros nas novelas”.Isso serve para expor um fato importante sobre as variações da língua e trazer uma questão importante sobre isso, será que as pessoas que falam “errado”(segundo alguns lingüistas)são aquelas que realmente tem menos instrução escolar?Ou vários desses erros que vemos cotidianamente são frutos de má formação de cada individuo frente aos fatores e compõe as variações da língua na região em que vive.

O pichador que cria arte geralmente é o menos favorecido financeiramente, é curioso ver que nesse caso uma pessoa assim não cometa erros de escrita,e ainda transmita um pensamento crítico desses, enquanto empresários e até publicitários cometem grandes absurdos que vemos em tantos pontos da cidade que têm como principal janela de divulgação de mídia muitos muros, postes e paredes de lojas.


Por Lincoln Adler

Eu e o Preconceito Linguístico

Nunca tinha parado pra analisar que “zombar” de quem fala “errado” era preconceito, eu cometia preconceito lingüístico e nunca me dei conta. Ao ler o livro de Marcos Bagno, “Preconceito Linguístico - O que é? Como se faz?”, notei que a minha atitude era preconceituosa e sem cabimento.
Ao criar o blog, minha ideia era mostrar uma entrevista com a minha avó falando sobre o seu baixo nível de escolaridade e as consequências da mesma. Quando fui abordá-la perguntei para ela se eu poderia fazer uma entrevista e filmá-la, ela me respondeu da seguinte forma: “’firmar’ o quê?” Imediatamente eu sabia que ela seria a pessoa certa para retratar o que eu estava procurando. Mas, por motivo de força maior, não consegui fazer a filmagem. De todo modo, essa pequena demonstração de “erro” gramatical já estaria de bom tamanho.
Minha avó, Dona Angelina, estudou até a 4ª série e assim como muitos brasileiros tem uma certa dificuldade na pronúncia e escrita de algumas palavras. Mas, no momento em que ela falou “firma”, ela errou? Gramaticalmente falando sim, no entanto levando em consideração seu baixo nível de escolaridade, não, essa seria uma das variáveis da língua portuguesa. Quem estudou um pouco mais que a mesma provavelmente não teria falado dessa forma, pois se acredita que tenha no mínimo certo domínio da gramática normativa da língua portuguesa, mesmo que pouco.
Fica dica: da próxima vez que alguém falar “errado” perto de você, leve em consideração suas condições escolares antes de fazer um pré-julgamento do seu modo de falar, e assim, você, não sair como ignorante.



Por Ísis Gomes

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Entrevista com o Pastor e Vereador Alfredo Santana

Quem é?

Alfredo Santana

Natural da Bahia e de família humilde, viveu a maior parte da sua vida na cidade de Valença, no recôncavo baiano. Durante a sua infância, auxiliava nos negócios do seu pai vendendo verduras da feira da cidade com seus irmãos. Na adolescência, sempre se destacou nos estudos e já demonstrava espírito de liderança entre os colegas de classe quando eleito representante de turma no colégio. Aos 13 anos trabalhou como balconista de uma livraria. Adquiriu experiência também como almoxarife em uma indústria de pães. Aos 20 anos passou a ser membro efetivo da Igreja Universal do Reino de Deus. Com intensa dedicação, não demorou muito para ser consagrado pastor, cargo que exerce desde 1986. Na função, revelou seu caráter humilde e cativante, característica inerente à sua personalidade. Está a 12 anos em Pernambuco. Deparando-se com as dificuldades da região, sentiu-se na obrigação de lutar para alcançar os ideais do povo, em defesa dos direitos humanos. Estudante de Direito na Faculdade Maurício de Nassau, Alfredo Santana, agora legislando e fiscalizando, luta em prol de uma sociedade mais justa na cidade do Recife.

Texto retirado do seu blog:

http://vereadoralfredosantana.blogspot.com/2009/05/blog-post_14.html



- Sobre o nível financeiro da sua família, era estável?

- Sim, apesar de ser criado em família humilde graças a Deus nunca me faltou nada.

- O senhor começou a trabalhar com quantos anos?

- A partir dos 8 anos, como vendedor de legumes na feira, junto com meus irmãos.

- O trabalho atrapalhou de alguma forma o seu desempenho escolar?

- Dos 8 aos 15 anos não, mais a partir dos 16 anos sim, pois o trabalho passou a ficar mais árduo, de balconista de livraria passei a trabalhar como combrador de ônibus, assim a minha carga horária aumentou e junto com ela as despesas, preoculpações e responsabilidades, eu não tinha muito tempo para estudar, o trabalho oculpava uma boa parte do meu tempo.

- O senhor teve alguma oportunidade de ensino superior?

- Sim, mas só depois que já estava atuando como pastor na (IURD). Comecei a cursar Direito na Faculdade Maurício de Nassau, mais parei no 5º período.

- Qual o motivo pelo trancamento do curso?

- O partido do PRB (Partido Republicano Brasileiro) me indicou para o cargo de Vereador, nesse contexto ví a oportunidade de fazer a diferênça, fazer mais pelo povo, fazer aquilo que não estava no meu alcance até então. Não pensei duas vezes na hora de trancar o curso.

- Como o curso superior lhe ajudou no cargo que hoje o senhor exerce “vereador”?

- Tenho pleno conhecimento das normas e leis que são/devem ser praticadas e cumpridas. O nível superior abri novas portas para todas as pessoas independente do nível social, cultural ou religioso. Quem tem um nível superior também tem um fulturo promissor.

Essa entrevista visa a importância de um ensino superior para o meio de comunicação.




Por Stephany Buarque

sábado, 22 de maio de 2010

















Por Renan Mendes(Peixe)

Videos Sobre Preconceito Linguístico

Video - Montagem com Cenas de Vários Filmes


Video extraído do YouTube, feito com várias cenas de filmes nacionais que retratam as formas de falar do povo brasileito.

YouTube


Melhores do Mundo - O Assalto



Nelson Freitas (Zorra Total) no Pragrama do Jô


Como o brasileiro elogia as mulheres em várias regiões do país e com vários sotaques.



Por Renan Mendes

sábado, 8 de maio de 2010




























Feliz Dia Das Mães ;]



Mafalda_Tiras

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Livro de Marcos Bagno


Preconceito lingüístico: o que é, como se faz
São Paulo, Loyola, 1999.

O livro denuncia a existência de uma série de mitos infundados que entram na composição do arraigado preconceito lingüístico que vigora na sociedade brasileira. Desmascarando um por um desses mitos, o autor mostra de que maneira a mídia e a multimídia, na contramão dos estudos científicos atuais sobre a linguagem, estão colaborando para perpetuar e aprofundar esse preconceito. A obra tem sido amplamente adotada em cursos de Letras, Educação e Comunicação de diversas universidades Brasil afora.

O Preconceito Linguístico

O preconceito linguístico é uma forma de preconceito a determinadas variedades linguísticas. Para a linguística, os chamados erros gramaticais não existem nas línguas naturais, salvo por patologias de ordem cognitiva. Segundo os linguistas, a noção de correto imposta pelo ensino tradicional da gramática normativa origina um preconceito contra as variedades não-padrão.

Origens

O sociólogo Nildo Viana foi quem primeiro apresentou uma visão marxista deste fenômeno, relacionando-o com a educação escolar e a dominação de classe, bem como questionando pesquisadores deste tema. Para Viana, a linguagem é um fenômeno social e está ligada ao processo de dominação, tal como o sistema escolar, que é a fonte da "dominação linguística". A ligação indissolúvel entre linguagem, escrita e educação com os processos de dominação, segundo o autor, é a fonte do preconceito linguístico, pois a língua escrita veiculada pela escola se torna a língua padrão e esta se torna norma geral que todos devem seguir, mas o seu modelo se encontra entre os setores privilegiados e dominantes da sociedade. Assim, ele conclui que a escola é a base do preconceito linguístico, e esta reproduz as desigualdades sociais.

Na Inglaterra, por sua vez, a linguista Deborah Cameron, autora do livro Verbal Hygiene, inicia sua obra citando uma manchete um jornal dominical, que diz numa tradução livre "Tradições Inglesas do Passado estão sob ameça". A reportagem não remete a nenhum grande costume inglês, mas sim a cidadãos ingleses comumente chamados de "anoraks", que saem às ruas para panfletar que a língua inglesa está sendo descaracterizada, arruinada pela mídia em geral. Como isso se torna relevante para um livro chamado Higiene Verbal?

O que ficaria claro, a partir desse ponto, é que existe um número significativo de pessoas que se importam sobre questões linguísticas; essas pessoas não apenas falam seu próprio idioma, mas são apaixonadas por ele. A autora se propõe então a ouvir o que essas pessoas têm a dizer, e compreender o porquê delas agirem de tal modo.

A autora comenta uma situação na qual ela estava com um grupo dessas pessoas presentes no Conway Hall (um centro de estudos culturais, independente) e, quando ela disse que era uma linguista, todos ficaram animados, e disseram: “Uau, como os linguistas combatem esses abusos da linguagem?”. A autora, meio sem jeito, acabou evitou a discussão. Ela acredita que eles não entenderiam que a linguística é uma ciência descritiva, e não prescritiva, além de acreditar que essa seria uma resposta um tanto rude. Em 5 de julho de 1993, num programa de rádio da BBC, Michael Dummet, um professor emérito de lógica, apontava para o trágico estado da língua inglesa e apontava como culpadas desse fato as idéias ridículas dos linguistas. Linguistas, diz ele, proclamam que a Língua não importa, e pode ser usada e abusada à vontade.

Entre outros casos considerados "trágico-cômicos" pela Linguística, a autora cita um memorando do jornal The Times, onde o editor diz para os jornalistas que não usem a palavra "consensus", pois era uma palavra horrível/odiosa. Por fim, a autora reitera sua proposta de tentar compreender (compreender não significa concordar, ela deixa isso claro) o posicionamento assumido por essas pessoas frente a questões linguísticas.

Nos Estados Unidos da América, apesar da não existência de uma academia reguladora dos assuntos da linguagem, não faltam pessoas que tomam pra si essa função, sendo elas conhecidas como "language mavens". Essas pessoas chegam até mesmo a constituir grupos de defesa de um chamado "inglês real", verdadeiro, ou numa posição mais globalista como acontece no caso do Esperanto. Elas mandam cartas para jornais dizendo/apontando para um "declínio do bom inglês". Seus alvos vão além dos jornais, chegando a atacar anunciantes de panfletos, banners etc.


Fonte e Mais informações: Wikipédia